Quisera eu poder fazer de ti, o protagonista dos cenários que de tanto desejar-te, fez de mim prisioneira de eternas reticencias, consumada pelas exclamações de tua magistral presença em meio ao desvario de interrogações infinitas. És minha sina estar aqui no desafio de decifrar-te, de mergulhar nos teus mares, a arrancar-lhe teus mistérios pois tu sempre foste incógnita para minha ignóbil compreensão. Como vencer o abrupto desvario que me me atinges quando toda estrofe converte-se em linhas suspensas no ar?
Tua linguagem és sempre uma harmoniosa sequência de versos ritmados, de expressões poéticas que se desnudam na atmosfera de um incessante querer(te). Quando exclamas tuas vontades, é inevitável curvar-me ao enlevo de teus aforismos, àqueles que soam-me como clássicos cânticos de exuberante nobreza.
Tua linguagem és sempre uma harmoniosa sequência de versos ritmados, de expressões poéticas que se desnudam na atmosfera de um incessante querer(te). Quando exclamas tuas vontades, é inevitável curvar-me ao enlevo de teus aforismos, àqueles que soam-me como clássicos cânticos de exuberante nobreza.
Flui em mim este incessante desejo que rompe com o silêncio de pontos finais que demarcam os limites do adentrar-te ao teu mundo. Mas tu deste a liberdade de uma crônica para que eu fosse capaz de percorrê-lo e, assim, tu se transformaste em conto escrito sublimemente dentro de mim.
Preencho-me de teus adjetivos sublimes, sucumbindo quase que involuntariamente ao prenominal possessivo dos desejos teus. Encontrei-te, um dia no pretérito mais que perfeito mas fiz de ti o futuro do meu presente, porque mesmo no aparente silêncio das ausências, sei que o badalar dos sinos na manhã seguinte anunciará a aurora do teu retorno. Na certeza de que estás sempre entre as lembranças do meu pretérito e os anseios do meu futuro, tudo que me resta é fiar-te aqui nestes instantes me restam de um presente que nos escapa a cada segundo.
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